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Rojava: É o fim da Revolução?

  • 10 de jul.
  • 12 min de leitura

Compreendendo a ofensiva de janeiro contra o Nordeste da Síria



No Nordeste da Síria, foi um modo de ocupar o mundo o que eles buscaram destruir

Janeiro de 2026 foi marcado por intensos ataques sem precedentes contra o que ficou conhecido no mundo todo como "a Revolução de Rojava". Essa região predominantemente curda no nordeste da Síria viu emergir, em 2012, uma revolução fundada na libertação das mulheres, no ambientalismo e na coexistência dos povos dentro de um sistema de democracia direta. Esse experimento de Confederalismo Democrático1 expandiu-se para algumas regiões árabes e passou a ser chamado de Administração Autônoma do Norte e Leste da Síria (AANES).


Para muitos, Rojava representa uma fagulha de esperança na escuridão de um sistema capitalista em colapso. Rojava e Chiapas são provas vivas de que outro mundo é possível, de que há formas de viver e construir a sociedade fora do sistema patriarcal, estatal e capitalista. A revolução de Rojava também tem sido chamada de revolução das mulheres, Foi lá que surgiu um dos experimentos mais radicais de luta e emancipação feminina. E é contra tudo isso que as forças da modernidade capitalista coordenaram a maior ofensiva já travada contra a AANES. Mais do que uma ofensiva militar, trata-se, acima de tudo, de um ataque a um modo de ocupar o mundo -comunal e oposto às formas de dominação patriarcal- onde a vida está intimamente ligada à terra. Ao buscar destruir um dos maiores experimentos revolucionários do século XXI, as forças imperialistas quiseram enviar uma mensagem: "Quem rejeitar o modo de vida capitalista será destruído."


Num único mês, centenas de civis foram massacrados, outros milhares novamente deslocados e inúmeros crimes de guerra foram cometidos, em particular contra as mulheres2. Em Aleppo, centenas de sequestros, práticas de tortura e saques foram documentados. Esses ataques de intensidade incomum foram executados pelo HTS3, cuja parte dos membros não escondia sua filiação ao ISIS4. O envolvimento da Turquia nessa ofensiva também foi confirmado, por meio de múltiplos ataques com drones kamikazes nas cidades de Aleppo, Heseké e Qamishlo. Ao mesmo tempo, diversas prisões sob controle das SDF5, onde estavam membros detidos do Daesh6 (mesmo que ISIS), foram atacadas e retomadas pelo HTS com o silêncio cúmplice da coalizão internacional contra o Daesh. Isso teve como resultado liberações e fugas em massa.


Ao mesmo tempo, a resistência demonstrada diante desses ataques foi notável. Desde os primeiros ataques a Aleppo, em 6 de janeiro, a população se mobilizou em massa. Em cada bairro, as pessoas se organizaram. Quem pôde, pegou em armas e montou guarda. Outros prepararam alimentos para os combatentes. De Bakur, Bashur e Rojhilat7, centenas de jovens curdos se mobilizaram, forçando a passagem por postos de fronteira para se juntarem à resistência em Rojava. Iniciativas de solidariedade foram lançadas ao redor do mundo. Da Colômbia à Papua, da Alemanha ao Quênia, mobilizações aconteceram em toda parte. Uma grande "caravana dos povos"8 reuniu mais de cem jovens da Europa que, da noite para o dia, partiram juntos em direção a Rojava. Quando um vídeo foi divulgado mostrando um mercenário jihadista exibindo a trança cortada de uma combatente da YPJ como troféu de guerra, mulheres de todo o mundo se reuniram e trançaram seus cabelos como se declarassem às combatentes curdas: "Estamos unidas e nossa luta é compartilhada: a cada ataque contra vocês, a revolução das mulheres cresce."


Desde 29 de janeiro, um acordo de cessar-fogo9 foi assinado entre a AANES e o GTSírio10. Esse acordo teve um custo alto. A administração autônoma foi obrigada a ceder vários territórios que desde então voltaram ao controle do Exército Sírio. Embora longe de ser ideal, o acordo foi, ainda assim, um compromisso necessário para evitar um massacre generalizado, como os violentos ataques a Aleppo no início de janeiro já antecipavam. Graças à pressão do povo curdo e ao apoio internacionalista de todo o mundo, algumas conquistas foram asseguradas no âmbito do acordo, como a promessa do retorno de milhares de pessoas deslocadas e o recuo da Turquia de áreas ocupadas na região de Aleppo. Embora as instituições da Administração Autônoma devam ser oficialmente integradas ao Estado sírio, as brigadas das SDF serão incorporadas como unidades, mantendo sua estrutura anterior e autonomia de comando. No marco desse acordo, o desafio agora é garantir que a luta não se enfraqueça, de modo que a correlação de forças permita preservar e consolidar ainda mais as conquistas da revolução.


Um Plano das Potências Internacionais

Esses são os fatos. No entanto, é impossível compreender os ataques ao experimento revolucionário no norte e leste da Síria sem dar um passo atrás. É observando os planos das potências imperialistas como um todo que melhor se compreende que os ataques conduzidos contra os povos ao redor do mundo -do Curdistão à Palestina, de Abya Yala à Ucrânia- são apenas o resultado das mesmas políticas. Assim, é preciso retornar 81 anos atrás com o fim da Primeira Guerra Mundial, ao exato momento no qual as potências imperialistas -especialmente França e Inglaterra- dividiram o Oriente Médio. Onde um mosaico de povos e crenças havia coexistido com relativa autonomia dentro do Império Otomano, as potências ocidentais traçaram fronteiras que mergulharam o Oriente Médio num caos que persiste até hoje. Os Estados-nação foram gradualmente se constituindo tal como haviam sido concebidos e construídos na Europa um século antes, com base no princípio centralizador de "uma nação, uma língua, uma bandeira".


Em particular, o Tratado de Lausanne de 1923, que desmembrou o Império Otomano em esferas de influência repartidas entre as potências europeias, dividindo o Curdistão entre quatro Estados: Síria, Iraque, Irã e Turquia. Desde então, dependendo do país, ser curdo significou risco de morte ou assimilação cultural forçada. Foi preciso lutar para afirmar, além das fronteiras, uma identidade curda transnacional que buscasse construir a unidade.


No início dos anos 1990, com o colapso do bloco soviético e a Guerra do Golfo, o capitalismo entrou numa nova fase de crise intensa. As potências imperialistas embarcaram num processo global orientado a recriar novos equilíbrios de poder. Assim teve início um novo conflito global que o Movimento de Libertação do Curdistão denomina Terceira Guerra Mundial. Essa guerra, que rompe com a lógica dos dois blocos distintos das guerras anteriores, caracteriza-se por alianças em constante mutação segundo as circunstâncias e os interesses. O objetivo não é mais o aniquilamento total do adversário, mas a disputa pela posição de nova potência hegemônica.


Nesse conflito, onde os antigos equilíbrios de poder foram invertidos, o Oriente Médio se encontra no centro dos embates. A estratégia do Ocidente para manter sua dominância na região mudou. Com a financeirização do capitalismo, o modelo de Estado-nação baseado numa economia nacional de mercado, como originalmente concebido, não atende mais às suas necessidades. Por isso, as potências ocidentais, lideradas pelos Estados Unidos e Israel, trabalham para remodelar a região de acordo com seus novos interesses.


Assim, duas forças opostas jogam atualmente no Oriente Médio. De um lado, as potências ocidentais buscam desestabilizar o equilíbrio atual de forças para garantir o controle sobre recursos e rotas comerciais da região. Do outro lado, Estados conservadores como Irã e Turquia buscam manter correlação de forças dos Estados-nação tradicionais. Querem proteger sua influência regional enquanto rejeitam uma integração à nova ordem capitalista mundial. Buscam salvaguardar sua autonomia geopolítica por meio de seus próprios projetos imperialistas para a região. Esse é o caso em específico do projeto turco de um Império Neo-Otomano e o projeto iraniano do Crescente Xiita e Eixo de Resistência.


A escalada do genocídio contra o povo palestino, iniciada em 7 de outubro de 2023, marcou uma nova fase da guerra no Oriente Médio. Isso desencadeou uma sequência de eventos que prossegue até hoje, com as forças ocidentais mirando a destruição do Crescente Xiita dominado pelo Irã. Para atingir seus objetivos, nenhuma barreira ética ou lei internacional se coloca no caminho da sua estratégia sanguinária. A partir daí, iniciaram-se os ataques contra forças ligadas ao Irã, como o Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen e a atual ofensiva na Síria. Mas na invasão do Nordeste da Síria, as apostas são diferentes. Sem jogar nas mãos do imperialismo ocidental estadunidense e israelense, nem do chamado "eixo de resistência" liderado pelo Irã e suas milícias nos países vizinhos, o "Confederalismo Democrático" do nordeste da Síria propõe uma terceira via, que serve não aos interesses dos Estados, mas sim dos povos. Povos que se organizam superando as fronteiras do nacionalismo e desafiando as raízes da dominação patriarcal.


É apenas compreendendo o contexto da Terceira Guerra Mundial no Oriente Médio que podemos analisar melhor os acontecimentos recentes na Síria. Em 8 de dezembro de 2024, o regime Ba'ath entrou em colapso. Após 50 anos de ditadura, massacres e prisões em massa, o povo finalmente respirou aliviado. A esperança floresceu enquanto as estátuas de Al-Assad caíam. Entretanto, um ano depois, foi exatamente a estátua da combatente árabe Rojbîn Ereb, erguida em Tabqa após a queda do Daesh, alvo das milícias11 do GTSírio liderado pelo HTS. Depois disso se seguiram inúmeros massacres contra as comunidades druzas e alauitas desde que o GTSírio liderado por Al-Sharaa chegou ao poder. De fato, não demoraram a revelar suas verdadeiras intenções: retomar o controle da Síria com base numa ideologia profundamente patriarcal, intolerante e antidemocrática.


Contudo, desta vez, a postura do Ocidente em relação a eles mudou significativamente. O HTS, grupo derivado da Al-Qaeda, foi rapidamente retirado da lista de organizações terroristas após tomar o poder, mesmo tendo sido considerado como tal pela comunidade internacional por anos. Mas por que a reviravolta? É porque o HTS se revelou, em última análise, um parceiro estratégico na execução de sua ofensiva contra o Crescente Xiita, enquanto as SDF sempre se recusaram a servir de mercenárias para os Estados Unidos.


Nos dias 5 e 6 de janeiro em Paris, foram realizadas negociações entre o Hamas e Israel sob os auspícios dos Estados Unidos. O HTS, alinhado aos planos da Turquia, fez vista grossa para a ocupação israelense do sudoeste da Síria, enquanto Israel e a coalizão internacional liderada pelos EUA garantiram que não interviriam em caso de invasão da AANES. Tratou-se, portanto, de um grande plano coordenado internacionalmente para pôr fim ao experimento revolucionário no norte e leste da Síria. Sem o acordo de cessar-fogo de 29 de janeiro, conquistado pela determinação da população em resistir, o povo curdo provavelmente teria enfrentado um genocídio.


Além de seu caráter genocida, os ataques visavam especificamente minar as relações entre curdos e árabes, alinhados com a estratégia clássica de "dividir e conquistar". Para os Estados Unidos, Israel e seus aliados, quanto menos unidos os povos estiverem, mais facilmente a região poderá ser controlada a seu bel-prazer. A inteligência turca12 desempenhou um papel particularmente significativo na deserção de tribos árabes das SDF no início dos confrontos.13 A decisão rápida das SDF de se retirarem das regiões árabes foi, portanto, também motivada pelo desejo de frustrar o plano de criar um grande conflito entre as populações curda e árabe. Ainda hoje, especialmente na mídia, o desejo das potências imperialistas de dividir os povos é claramente evidente. É contra isso que o projeto de "Nação Democrática" -a coexistência dos povos- experimentado no âmbito da AANES, apesar de todas as dificuldades encontradas na prática, representa um eixo fundamental da luta pela autonomia de todos os povos. Nessa perspectiva, uma luta internacional que reconheça as conexões entre as lutas dos povos e supere as armadilhas nacionalistas colocadas pela modernidade capitalista é vital.


O Papel de Abdullah Öcalan

Abdullah Öcalan, líder do Movimento de Libertação do Curdistão, desempenhou um papel central no estabelecimento do cessar-fogo. Há 27 anos, ele está preso pela Turquia na ilha-prisão de İmralı, em decorrência de uma conspiração internacional orquestrada por 25 Estados, especialmente pelos serviços de inteligência estadunidense e israelense14. Há vários meses, Abdullah Öcalan vinha alertando para o risco de vermos surgir 50 Gazas no Oriente Médio caso não fosse encontrada uma resolução para a questão curda. Foi assim, por sugestão sua que uma reunião foi organizada em Rojava entre Turquia, AANES, HTS, diplomatas estadunidenses e franceses, bem como uma delegação que representava Öcalan. Essa reunião estabeleceu o arcabouço para o acordo de 29 de janeiro, no qual as linhas vermelhas do Movimento de Libertação do Curdistão foram salvaguardadas nas áreas de autogestão local, direito à autodefesa dos povos e direito à língua e à educação.


No plano geral, esse acordo se insere num processo de paz mais abrangente iniciado por Abdullah Öcalan em 27 de fevereiro de 2025. Após 40 anos de luta armada, respondendo também ao chamado de Öcalan, o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) dissolveu-se oficialmente e encerrou sua estratégia de luta armada. Sem negar a importância que o PKK teve para conquistar o reconhecimento do povo curdo, nem o sacrifício de milhares de mártires, Öcalan demonstrou a necessidade de repensar a estratégia do Movimento de Libertação do Curdistão dentro do paradigma da modernidade democrática.


Um novo processo então se iniciou: o processo por “paz e sociedade democrática”. Essa estratégia tem dois aspectos. De um lado, a sociedade deve se organizar com base na libertação das mulheres e na coexistência dos povos e das religiões, mantendo ao mesmo tempo a capacidade de garantir sua autodefesa. De outro, um processo de “integração democrática” deve ocorrer no interior dos Estados da Turquia, Síria, Iraque e Irã. Essa "integração", longe de se assemelhar às formas de assimilação cultural e política que o povo curdo vivenciou até agora, deve lhes permitir obter garantias legais, inclusive constitucionais, que possibilitem o desenvolvimento de uma "sociedade democrática".


Assim, na Turquia, foi criada uma comissão para deliberar sobre a criação de uma nova estrutura legal voltada à resolução da questão curda. Na Síria, ao longo de 2025, a AANES promoveu inúmeros esforços para criar condições propícias à “integração democrática”. Sem surpresa, a Turquia e outras potências internacionais buscaram sistematicamente sabotar as negociações. Mas como vimos em Rojava, a resistência popular produz resultados notadamente insuficientes desta vez, mas que crescerão na medida em que os povos se unirem para forjar uma terceira via contra o capitalismo.


E este é um dos pontos cruciais do processo iniciado por Abdullah Öcalan: seu êxito não depende apenas dos Estados; a construção de uma “sociedade democrática” começa, acima de tudo, de baixo para cima. Diante de um sistema que divide os povos e fragmenta as sociedades, o objetivo é construir uma sociedade organizada, capaz de se defender tanto moral quanto fisicamente. Trata-se de estabelecer comunas em todo lugar, de construir e fortalecer iniciativas de educação popular, de permitir que diferentes culturas coexistam e se expressem, e de restituir às mulheres um lugar central na sociedade. Por essa razão também, Abdullah Öcalan sublinha a necessidade dos povos se unirem e se organizarem. Assim, em suas perspectivas dirigidas ao congresso de dissolução do PKK, ele propôs a fundação de uma nova internacional socialista: não uma internacional de Estados, mas de povos, a Internacional Comunal15.


O que Abdullah Öcalan propõe é um repensar fundamental da ideia de revolução. Extraindo lições do passado, em especial do “socialismo real” da URSS, ele propõe uma nova forma de conceber o socialismo. A história não é apenas a história da luta de classes, embora esta desempenhe um papel importante; ela é, antes de tudo, uma dialética entre o Estado e a comuna. O Estado, que tem suas origens na dominação do homem sobre a natureza e na dominação do homem sobre a mulher, se opõe diretamente à vida das sociedades. Quanto mais forte o Estado, mais a existência social está ameaçada. Por outro lado, quanto mais uma sociedade é capaz de se autogerir, mais o papel do Estado se torna supérfluo. E é por isso que repensar o socialismo no século XXI significa retornar às origens da dominação; significa reconhecer que ao longo de toda a história existiram sempre duas linhas em paralelo. É a linha da verdadeira democracia, fora da lógica do Estado-nação, que devemos cultivar.


Talvez haja pessimistas que acreditem que os acontecimentos recentes em Rojava provam que modelos como o Confederalismo Democrático são utópicos, que não podem sobreviver diante do sistema capitalista. Talvez imaginem o fim do mundo com mais facilidade do que o fim do sistema estatal e capitalista. No entanto, se observarmos a situação hoje, é sobretudo este último que está em crise. Aceitar que não há alternativa à crueldade e à guerra já é desistir, render-se antes mesmo de ter resistido. Rojava não é um paraíso terrestre onde todas as formas de dominação foram abolidas; é a história de povos que se uniram e tentaram se organizar coletivamente. É um processo entrelaçado de dor e resistência, de erros e autocrítica. Para construir uma vida livre sobre milhares de anos de civilização estatal e patriarcal, é preciso lutar, às vezes cair, sempre se levantar e seguir em frente. O experimento comunal de Rojava não morreu. Certamente está em perigo, mas pode crescer à medida que crescem a determinação e a resistência do povo. Em seus 14 anos de existência, a revolução das mulheres plantou sementes ao redor do mundo e, diante desse capitalismo agonizante, a resposta só pode ser uma: construamos mil Rojavas!


Para mais informações:



1 “Confederalismo Democrático é um paradigma social e não estatal […] O Confederalismo Democrático baseia-se na participação popular, e são as comunidades envolvidas que controlam o processo de tomada de decisão. Os níveis superiores existem apenas para garantir a coordenação e a execução da vontade das comunidades que enviam seus delegados às assembleias gerais. Para economizar tempo, eles servem ao mesmo tempo como porta-vozes e como órgãos executivos. No entanto, o poder básico de tomada de decisão está investido nas instituições do povo.", por Abdullah Öcalan



3 HTS: Hayat Tahrir al-Sham/Organização para a Libertação do Levante: grupo político islamista que assumiu o poder no Estado sírio, após a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024.


4 ISIS: Islamic State of Irak and Syria/Estado Islâmico do Iraque e Síria. Frequentemente utiliza-se o termo ISIL, adicionado do complemento “and the Levant/e o Levante”, referindo-se a uma região ao fundo do mar Mediterrâneo, que vai do sul da Turquia até mar Vermelho Egito, passando por Líbano, Israel, Palestina, Jordânia e também a Síria. Nomenclatura de origem europeia, ao referirem-se a direção do nascer do Sol, dentro da orientação geográfica da região.


5 SDF: Syrian Democratic Forces/Forças Democráticas da Síria: coalizão militar composta por diversas forças de autodefesa popular curdas, árabes e assírias, incluindo notavelmente as YPG e as YPJ.


6 DAESH: similar fonético da sigla Dāʿiš, da frase em árabe Al-Dawla al-Islamiya fi al-Iraq wa al-Sham/O Estado Islâmico do Iraque e da Síria. Tesse termo é usado de forma pejorativa por camaradas de Rojava, com o significado de “aquele que semeia a discórdia”.


7 Em curdo: Norte, Sul e Leste, referindo-se às partes do Curdistão localizadas nos territórios da Turquia, do Iraque e do Irã, respectivamente.




10 GTSírio: Governo de Transição Sírio/Syrian Transitional Government (STG), o termo formal que aponta o HTS como o atual centro de comando e controle do Estado sírio, após terem promovido a derrubada de Bashar al-Assad.



12 MIT: Milli İstihbarat Teşkilatı/Organização Nacional de Inteligência, grafado em turco.




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