Notas Editoriais
- Lêgerîn
- 21 de dez. de 2023
- 2 min de leitura

Prezados amigos,
Nos últimos meses, a crise da modernidade capitalista parece estar ganhando ritmo em todo o mundo.
Enquanto escrevemos estas linhas, em 28 de outubro de 2023, as forças armadas de Israel anunciaram o início oficial de uma operação terrestre para invadir a Faixa de Gaza, após 20 dias de cerco e bombardeio que causaram a morte de milhares de civis. Algumas semanas antes, em 5 de outubro, sob o silêncio absoluto da comunidade internacional, o Estado fascista turco lançou uma nova operação militar em larga escala contra a Administração Autônoma do Nordeste da Síria (AANES). Declarando que todos os "alvos das YPGs" eram legítimos para serem destruídos, a Turquia bombardeou grandes quantidades de infraestrutura essencial e causou a morte de 48 pessoas, incluindo 29 membros das Asayish (forças de segurança interna). O Estado turco anunciou que estava pondo fim a essa primeira fase de ataques, aumentando os temores de um risco iminente de invasão terrestre. Esses dois ataques de Estados terroristas contra povos resistentes levantam o espectro de uma conflagração regional.
Diante de situações tão bárbaras, só há uma resposta aos Estados-nação: o internacionalismo dos povos! Desde o século XIX, o internacionalismo está no centro do movimento dos trabalhadores. O manifesto do Partido Comunista foi muito claro nesse ponto: "Proletários de todos os países, uni-vos!" Embora tenha sido formalizada durante o século passado, essa ideia atravessou os milênios: diante de poderes despóticos e impérios escravagistas, a humanidade sempre se organizou além das fronteiras e das diferenças culturais.
Como foi desenvolvido no século XX pelos movimentos marxistas-leninistas, o internacionalismo baseou-se no Estado como uma ferramenta de libertação e acabou se traindo ao criar monopólios de poder. Agora, mais do que nunca, precisamos reconstruir o espírito do internacionalismo revolucionário em novas bases. Que formas assume hoje um internacionalismo baseado na autonomia democrática, na ecologia social e na liberação das mulheres?
Nesta edição 12 da Lêgerîn, queremos explorar novos entendimentos desse conceito, para que sirvam de guia para nossas lutas revolucionárias em todo o mundo e nos unam na vitória!
Todos juntos em direção a um novo internacionalismo!
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